O que é Cultura Maker e como ela desenvolve as 10 Competências da BNCC

Criança experimentando um protótipo de binóculo feito com papelão.

Sumário

Você já se perguntou como tornar o aprendizado mais envolvente, criativo e alinhado com as demandas do século XXI? Neste artigo, exploraremos a fascinante jornada pela “Cultura Maker” e como essa abordagem inovadora pode ser uma ferramenta poderosa para desenvolver as 10 competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na educação. Vamos mergulhar juntos nesse universo repleto de possibilidades.

O que é Cultura Maker?

Antes de tudo, vale destacar: a Cultura Maker não é apenas uma tendência; é uma revolução na forma como encaramos a aprendizagem. Originada da ideia do “faça você mesmo” (DIY), a Cultura Maker envolve a criação, inovação e resolução de problemas por meio da prática e experimentação. Desde suas raízes históricas até sua presença crescente em diversas esferas, incluindo a educação, a Cultura Maker inspira a transformação do aluno de mero receptor a verdadeiro protagonista do conhecimento.

Qual a importância da Cultura Maker para a educação? 

Na educação, a Cultura Maker não é apenas uma metodologia, mas sim é uma filosofia que estimula a criatividade, autonomia e colaboração. Dessa forma, escolas, educadores e alunos se beneficiam dessa abordagem prática, que não apenas ensina habilidades técnicas, mas também desenvolve competências essenciais para a vida. Ao incorporar a Cultura Maker, as instituições educacionais transformam suas salas de aula em espaços dinâmicos, onde o aprendizado vai além dos livros.

 

Por que utilizar a Cultura Maker em sala de aula?

  • Fomenta a paixão pelo aprendizado: Ao criar projetos tangíveis e significativos, a Cultura Maker desperta a paixão dos alunos pelo aprendizado, tornando-o uma jornada emocionante e pessoal.
  • Estimula a resolução de problemas reais: Em vez de soluções pré-estabelecidas, a Cultura Maker desafia os alunos a enfrentarem problemas do mundo real, incentivando a busca por soluções inovadoras.
  • Desenvolve habilidades práticas e técnicas: Além das competências teóricas, a Cultura Maker capacita os alunos com habilidades práticas e técnicas, preparando-os para os desafios do mundo contemporâneo.
  •  Promove a colaboração e a troca de ideias: A Cultura Maker fomenta a colaboração, transformando a sala de aula em um ambiente cooperativo, onde a troca de ideias é valorizada e incentivada.

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Como Trabalhar as 10 Competências da BNCC com a Cultura Maker?

1. Conhecimento

A Cultura Maker transcende o conhecimento teórico, envolvendo o aluno na prática. Logo, projetos tangíveis, inspirados na realidade, constroem uma ponte entre o passado e o futuro, desenvolvendo não apenas conhecimento, mas também compreensão e aplicação. Por exemplo, encoraje os alunos a interagirem com pessoas ligadas ao tema proposto, proporcionando uma aprendizagem sobre como “colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”. Ao trazer problemas reais da sociedade e da comunidade escolar para a sala de aula, você garante uma abordagem abrangente dessa competência.

2. Pensamento Científico, Crítico e Criativo

 A Cultura Maker é um terreno fértil para o exercício do pensamento científico. Crie espaços para rodas de discussão, explorando temas que instiguem os grupos a levantar diferentes questões sobre o assunto. Ao investigar, formular hipóteses e criar, os alunos aplicam conceitos de diferentes áreas, exercitando a criatividade e a análise crítica.

3. Senso Estético

 Embora a Cultura Maker seja muitas vezes associada à tecnologia, é também um espaço para expressão artística e cultural. Os alunos podem usar atividades práticas para recriar expressões de diferentes culturas. Conectando a escola ao mundo real, traga pessoas do campo artístico-cultural para entrevistas e oficinas. Exposições na escola valorizam manifestações artísticas e culturais, enriquecendo a experiência educacional.

4. Comunicação

 Na Cultura Maker, a abordagem comunicativa se desdobra em diversas linguagens . Desse modo, os projetos, sejam eles tecnológicos ou não, se transformam em oportunidades para desenvolver habilidades em diferentes áreas. Ao utilizar ferramentas na criação de um protótipo, por exemplo, os alunos mergulham na linguagem matemática ao calcular e discutir dados com a equipe. Igualmente, exploram a linguagem artística ao conceber o design e considerar seu impacto cultural, e, na linguagem científica, ao formular e testar hipóteses, registrando resultados, debatendo descobertas e compartilhando-as com diversos públicos.

5. Argumentação

 Na Cultura Maker, a habilidade de argumentação se destaca ao se apoiar em dados e informações sólidas. Dessa forma, os alunos não só aprendem a criar ideias, mas também a defendê-las. Que tal trazer inovação para suas aulas com a dinâmica do Pitch? Grupos têm de 3 a 5 minutos para apresentar suas ideias e dados, buscando persuadir o público sobre a qualidade de suas propostas. Em seguida, a apresentação ocorre de forma contínua e, depois, o grupo é questionado pelo público. À medida que a turma se acostuma, traga especialistas para enriquecer a discussão e amplie a experiência.

6. Cultura Digital

 Desenvolver a cultura digital dos alunos é um dos objetivos centrais da Cultura Maker. Ao integrar tecnologias digitais e torná-las mais acessíveis aos estudantes, eles têm a chance de dar vida aos projetos por meio de programação, aplicativos e microcontroladores. Utilize as curiosidades e interesses dos alunos como fonte de inspiração para empregar a tecnologia na resolução de desafios na comunidade escolar, familiar ou em outros cenários.

7. Autogestão

 Promova atividades que estabeleçam uma conexão mais profunda com a sociedade, trazendo figuras de destaque em cargos políticos, sociais, científicos e artísticos para interagir na sala de aula. Todas as vezes que os alunos exploram projetos pessoais e profissionais, eles não apenas entendem o cenário profissional, mas também planejam seu futuro com mais liberdade, autonomia e responsabilidade. Este processo alinha suas escolhas aos princípios éticos, capacitando-os a tomar decisões informadas e significativas para seu desenvolvimento pessoal e profissional.

8. Autoconhecimento e Autocuidado

 Estimule a realização de reuniões regulares durante os projetos, incentivando a expressão aberta de sentimentos e uma comunicação transparente entre os membros da equipe. Reconhecendo emoções, lidando com críticas e apreciando a diversidade, eles desenvolvem uma compreensão profunda de si mesmos.

9. Empatia e Cooperação

 Na Cultura Maker, a ideia é simples: juntos somos mais fortes. Constantemente, durante o desenvolvimento de uma atividade ou projeto, os alunos compartilham técnicas e criações, diferentes pontos de vista se complementam, e o trabalho em equipe leva a resultados incríveis. Ou seja, eles mergulham em ambientes onde aprendem a se colocar no lugar do outro, dialogar e resolver conflitos. Assim, celebram a diversidade e praticam o respeito, construindo um mundo mais cooperativo.

10. Autonomia

 Na Cultura Maker, os alunos são os protagonistas, assumindo o controle de sua aprendizagem. Com ela, desenvolvem autonomia, flexibilidade e resiliência para enfrentar desafios, construindo um caminho ético e responsável. Embora a colaboração seja valorizada, destaca-se a importância da ação individual para o sucesso dos projetos. Consequentemente, essa abordagem reforça sua autonomia, pois o bom desempenho depende de sua iniciativa e da colaboração com o grupo.


Portanto, ao compreender o impacto da Cultura Maker na educação e sua capacidade de desenvolver as 10 competências da BNCC, percebemos que estamos diante de uma abordagem transformadora. Além disso, se você deseja explorar ainda mais esse universo de possibilidades,
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